Recebi de Alexandre o seguinte comentário:
Esse soneto do Bruno Tolentino está mutilado. Não estou com o livro em mãos para verificar o erro, mas ele está no nono verso. Se eu não me engano, o correto é "sem que faça/diferença nenhuma o que tentas dizer./Lugar-comum do que escolheres, teu comparsa[...]", e o resto está correto.
É um dos meus sonetos favoritos do livro.
Agradeço, Alexandre, fiz confusão ao publicar o soneto I. 193, d'A imitação do amanhecer. Copiei o soneto não do livro impresso, mas de uma cópia digitada que um amigo me passou e eu acabei cortando o verso. Não enviei uma mensagem porque você não deixou o seu endereço. Um grande abraço e vida longa. Abaixo republico o soneto.
I. 193
Que mais dizer? Que a vida toda é uma fumaça
a que se abraça a forma efêmera do ser?
Que nos dourados esbatidos do prazer
(a cor do amor nas aquarelas do que passa)
a tela breve do que é tem certa graça,
certa razão? Que é tudo um belo amanhecer
e de repente é noite e te falta escolher
a última frase de um quarteto, sem que faça
diferença nenhuma o que tentas dizer?
Lugar-comum do que escolheres, teu comparsa
entre os instantes e os vocábulos, o ser
é o que puseres na aquarela, aquela garça,
Alexandria e seus veleiros contra a esparsa,
a doce tela, ah, mas não trates de entender.
Thursday, January 01, 2009
Postado por
hipergheto
às
5:17 AM
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